Psicologia infantil – Dicas
Como definir regras para crianças e adolescentes

Em minha clínica de psicologia infantil em Londrina, atendo muitos pais que afirmam que colocam regras na vida dos filhos, mas não conseguem fazer com que eles as sigam. Se isso acontece, provavelmente, é porque as regras não foram consistentes e coerentes e as crianças aprenderam algumas artimanhas de como manipular emocionalmente os pais. É importante conhecer algumas condutas que podem favorecer e outras que podem dificultar o processo educativo:

– Fixar poucas regras, de forma progressiva, e que sejam possíveis de serem cumpridas. Isso pode ser feito através de um “Contrato de boa convivência”.

– As consequências (positivas ou negativas) devem ser de curto prazo, imediatamente após o cumprimento ou não das regras, conforme combinado no “Contrato de Convivência”. Para isso, é preciso identificar os reforçadores na vida da criança (coisas que ela gosta).

Jamais usar a retirada de carinho ou algo que provoque dor e privação de necessidades básicas.

– Não usar a prática educativa da supervisão estressante, baseada no falar demais e na fiscalização exagerada. Se as regras são claras e justas, basta aplicá-las.

–  Não usar a prática educativa do “humor instável”, que gera incoerência das regras. Num dia pode, pois “estou feliz”, no outro não pode, pois tive um “dia difícil”. A criança ou adolescente não aprende o que é certo e errado, mas torna um expert para discriminar o humor dos pais e conseguir o que quer.

Ameaças são ineficazes e não modificam comportamentos. A consequência mais provável é um desgaste na relação.

Ser firme, mas ser afetuoso. O que deve ser repreendido é o comportamento (“eu não gostei disso que você fez”) e não a pessoa (“você é desorganizado e preguiçoso”). Você continua amando seu filho incondicionalmente e ele precisa dessa garantia.

– Utilize a prática da monitoria positiva que consiste em acompanhar o desenvolvimento do seu filho, mostrando real interesse por suas atividades e sentimentos e buscando a valorização de atitudes adequadas.

Tente seguir estas dicas e depois escreva nos comentários como estão sendo os resultados.

Conte comigo.

Adriana

 

Referência bibliográfica:

GOMIDE, P, I, C. Pais presentes, pais ausentes: regras e limites. Editora Vozes, 2014.

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